quarta-feira, 17 de outubro de 2012


"NO VAZIO DO SUBMUNDO
ME ENCONTRO A PERDER
A DESESPERANÇA QUE UM DIA NAO TIVERA
RUIDO IMAGINATIVO DE SAL E OLEO
RESSONANCIA QUE DESPERTA

SEM NADA QUERER
SECO NO ABSOLETO CAMINHO DE NAO CEDER"

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

"vivendo obliquo nao respiro mais fogo,
sigo tonteando o caminho mais curto
e agora me nego a voltar."
 
"SEGMENTADO causador de afliçoes, sonhando acordado nao lembro mais das minhas indecisoes, só resta agora murmurar por outras ilusoes." 
Risca a seca movimento tardio, espera a noite para jamais retornar, em susurros de lembranças a mágica á amançará.
 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

sonhetos

"Sem sopro na moral inconstante de um breve absurdo montante. Me retorna este saco intolerante. Estreito e sem dor, me sobe as rugas nesta face de temor, me sacode as ulceras neste inverno sofredor.  Te pergunto:
- que mal tem isso, meu senhor? Nada me respondes. Olha para os ambros, que me dizem: - faça-me o favor, nao me tragas mas noticias, pois nem os resquicios de vida que sobem sobre meus pulmoes nao almejam a verdade, nesta terra de incertezas."
Ela vem, nos embalça, nos carrega.
cai sobre nosso corpo de origem desconhecida
ao redor do sistema solar
Em buracos profundos caminhamos eternamente
sem saber porque pairamos a beira do ilegitimo
Levantamos com marcas de um cerebro rachado
nao equilibrado, tentando se segura
 Sem movimento, sem mais destino
nao sofremos, nao rimos.
Aquelas marcas ordinarias que as vezes escorregam entre as maos
num desatino exagerado de incompreensao
perdemos nossa capacidade de imaginaçao
sem rancor, nem melancolia
me atrevo a uma outra ousadia
nao quero mudar, só quero ser o que eu nunca quis ser antes
tragedias.
 moedas e sons gritantes.
Lamentos tonteantes.

vi lagrimas e sentimentalismos, vi sorrisos e falsidades.
Nesta graça sem esperança, desespero-me com gravidade.
Movimentos sem constante, desequilibro-me, sem alma e sem amante.
A beleza que existira, nesta treva de imaginarios absurdos
Conheço agora sem insulto, meu ultimo suspiro de amor.

"  A preponderancia que a natureza me deu sobre ele vai mais longe do que pensa, e quando eu rir de sua debilidade far-lhe-ei sentir meu poder supremo..."  OS CRIMES DO AMOR e arte de escrever ao gosto do publico- D.A.F. de Sade
"a pesada nevoa, suspensa pelas ondas de ar que sobem do chão aquecido, foi esgarçando grandes claros no campo, e o sol brilha, nítido, no céu transparente. os dois homens caminham com os rostos alçados para a luz intensa, os olhos semicerrados de gato, gozando o brando calor sobre a pele." 
CÃES DA PROVÍNCIA- LUIZ ANTÔNIO ASSIS BRASIL