sábado, 8 de dezembro de 2012


A paciência nos leva longe, mas mais a perseverança.
choro, choro
coru
sinais de purezas
acabam de se perder
neste resto de esquecimentos
ser!
seres!
se fores?
não sejas!
reaja!
peças repetidas
não valem mais a pena?
quem vale a pena?
quem?
nós?
daquele solstício recriou-se o mais lindo dos amores
Ele não se perdeu, não faleceu.
Profundo toque levemente ardido,
que cura, obscura, ternura
vagai tu, pela incerteza de seres o que não sabes, para que seres, por que seres!
Raízes que não nascem mais,
por vezes corremos atrás de sonhos
que se convertem a pó quando realizados.
 O que nos resta neste mundo de impurezas?
O que me resta neste louco nevoeiro que nunca levanta?
Será que é isso, regressamos para chegar ao princípio do fim?
Montanhas negras, relevos inconstantes nos mostram a escuridão
que persiste em pairar sobre nossas cabeças!
REGRAS, vozes que apenas mentem.
Onde vivo, oh ar que respiro?
forasteiro sou agora, neste mundo de impurezas
ao qual me resumo.
louco é o mundo vazio que habita todos nós.
absurdo e imundo nos remete a sofrer
não nos faz chorar, coitado
senti e revesti a arrogância,
 preenchendo o que não vive mais.
percorre os labirintos do escuro,
sem questionar.
lagrimas por dores que todos sentem,
esses romances que não moram mais aqui.
Que tempo é este?
não se esquece, só tapamos.
São batalhas que deterioram a pele,
a cada passo
cada sorriso falso
cada abraço contorcido e do avesso
não precisamos de ti sofredor abastado.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

É meia noite em Géran!
voou folclórico
que rasga a esperança daquele mundo marginal
respiro o ar da vingança, mas não dói a solidão

O suspirar do Marques se coloca
nas montanhas de um abrigo que não mais existe
 Na loucura do seu prazer 
procuremos cura
para os nossos temores ou anseios.
Vivendo como a Virgem, 
que não nos matem. 
Aqueles a quem amamos
que não nos tirem
a água branca,
porque o mundo se fez assim.
Hipócritas aqueles 
que dirigem ao sol
sem nada a reclamar
em raios de chuvas 
me coloco entre as nuvens 
no campo, e retornando
para as almas que ardem 
no fogo e no gelo.
Me entrego.