terça-feira, 17 de julho de 2012

medidas

                                    vejo imensidão e a solidão a acompanhando. quando nos teus olhos vejo mais que alma e corpo. são milhares de sensações em movimento seguro e certo, são instantes de êxtases que intensificam com vozes  ardidas com o irreal do teu ser, que morde e me sangra cada vez mais. irreversível seja cada olhar a mim dirigido durante teu sacrifício de prazer consumido no mais animalesco dos sentidos. 

vertebras

raízes que se movimentam em colunas inquebráveis. alguns sons estão distantes mas os sonhos são reais. dito e sinto. o mundo não me acalma mais.
 elas gritam de desejos arbitrários. 
sonhos e sussurros não fazem mais falta neste mundo de dor onde os sorrisos cada vez estão mais longe.
 o que fazeis aqui ó triste menina dos olhos negros. onde esta o seu porto? seu sol? onde estão os pensamentos felizes de solidariedade?
 você vive criança? 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

me falham os reflexos e vozes não cantam, estou morrendo. me culmina, me corrói. acabou o seu amor.
onde estão as luzes, se faz por inteiro o meu desespero, venha, venha me salvar deste inferno de arrepios que me toma quando penso que não vou te tocar, te beijar , te sentir, te sonhar com prazeres divididos entre os lenços  do calor. ó rio santo, que sempre trouxeste em mim flores e cortejos, e por momentos não ouve lamentos. restavam-me os suspiros.
o que fizeste de mim agora alma perversa, que me ignoras e eu sigo por te almejar.
anseio por tuas mãos grandes, e teu sorriso luminoso. que nem o dia ensolarado ou em outros momentos chuvoso me faz tao feliz. e é aqui que começa o meu fim.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

sentimentos alheios. conflitos asmáticos
não ouça, nem veja. Fale calada- não se desespere, vida curta.
vista seu tempo, seu cheio, ardor; vista sua silenciosa e sem face Mascara.  
siga caminhando 
vamos ver o que acontece.
- sera que fara diferença?

pobres e coitados, são Esses seres mórbidos, que nascem nesse tempo de exaustidão.
pobres e coitados destas criaturas que não sabem e nem conseguem sonhar, pois sua genética, já esta corrompida. 
pobres e coitados destes tristes sem calor, que não lavam as mãos suas mãos e nem seus cantos por não saberem como se faz.
coitado, irracional, bicho de estimação que não reluz e nem brilha, animal grotesco, sem ar, que respira com sangue, sem saber porque o faz.
vendo sua vida, vendendo o sol, veja senhor o vinagre do sal.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

medo

cegos pelo prazer,
 seres como nós 
não queriam mais viver,
 o amor era forte, mas o silencio
se caia, a morte vivia,
e os amantes se escondiam"

feitos

"momentos tristes, de um dia perdido
 horas felizes, que não voltam mais
 um sonho que não viveu
 e a vida que não cresceu!"