quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

VIDA

Havia uma vida aqui,
aquela vida ardia dentro de mim
respirava e navegava
enquanto eu me descobria
viagens no tempo que há em mim
viram e sonharam com aqueles dedinhos
passinhos que me levaram a um sorriso perplexo e sem fim
Me vi de novo
e de novo
correndo para mim
Dentro de uma nave
coberta por sangue e água
que suspira e cheira a vida
Vida fascinada
renovada
que transpira magia
e sublima com alegria
pedaços do meu ser.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

tenho sombras
e não gosto das luzes
me cegam
gosto de ouvir também
o dia claro
e milhões de planetas
não te farão voltar pra mim
queria te contar que as palavras
 daquele dia
te mentiram
me feriram
por favor vou te pedir pra voltar.
o universo me mostrou
a sombra da tua pele
refletiu em mim e
 eu chorei.
não haverá explicação
meu corpo vai pedir
a deus imensidão que cresce em mim
é vazio e fundo
aberto louco.

vertigens

TOMO sonhos 
bebo mundos
desfruto de torturas
e não temo a dor
retomo poesia 
desliso entre dedos
e volto a dormir

Meus devaneios

Queria ser um sol
queria ser o teu olhar
queria ser sem rumo
não ter caminho
 ser apenas descontinuo
sem ter magoas ou alegrias
queria sorrir, quem sabe ser feliz?!
em vez de choro, raiva
queria ser montanha,
lá no alto do mundo
estar distante, silenciosa e poderosa
tremer as vezes, cair, derrubar,
nunca acabar.
Queria ser floresta
com árvores imensas, velhas e sábias,
experientes em qualquer tempestade.
Meu sonho é ser o universo
que por ser tão grande não caberia dentro de mim.
"EU SOU UM POETA E NÃO APRENDI A AMAR
                   quem sabe ainda sou uma garotinha" -Maladragem Cassia Eller
Carência
carente inverno
carente quente
carente honra
carente poder
carente força
carente sorriso
carente brilho
carente maravilho
carente leveza
carente pureza
carente brancura
carente ternura
carente sol
carente chuva
carente dia
carente solidão
carente perdão
carente medo
carente desejo
carente vida
carente morte
carente de sorte.

Madah

Madah

Refletida na escuridão, vestia sol e amarelo
serena, embutida de solidão e desejo
vivia solta e mordia.
Num canto azul do mar
Madah chorava sua alegria de ser humana,
sorria por sua ignorância de ser criança,
frustava-se por não saber mudar.
Embora solta, não contente sonhava com nuvens vermelhas
e dias azuis.
Amarelo era sua alegria,
com tijolos e tijolos, entre tijolos ela se divertia.
Que criança tosca
mendiga e ingenua
mal sabia de suas flores
e queria piruetas.
Em tapetes verdes
se cobria lactante, espumante.
Safo por demasia
não sabia a querida
de suas façanhas comprometidas
revestia sonoramente
sua alma perdida
Perdida em um caminho pulsante
vivo , que brota sem comando.
Sem questionamentos
a senhorita tão suave
estendia sem dó suas grades,
folgava e se regenerava
quase sempre quando tinha lua,
Aquela sim! aquela era sua alegria
mais que tudo, mais que mais
mais que jamais esquecerá aquel
Aquel vassalo imundo e soberbo
que como se não bastasse,
viu brotar rosas brancas,
cuspiu nelas, rasgou, quebrou, estrangulou
Coitada, pura  não mais.
A angustia À segura na terra
e o veneno mortal dos homens
sucumbiu-À  na vida.
Agora com os pés na lua
mais uma vez sonha com o amanhã.